Dom Emílio Pignoli

Dom Emílio Pignoli celebra 90 anos de uma vida a serviço do Reino

Ao lado do irmão, Dom Angelo Pignoli, de Dom Valdir José de Castro, ssp e Dom Luiz Antônio Guedes, o primeiro bispo diocesano celebra 90 anos na catedral ‘construída’ e dedicada por ele.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese
Foto: Andrea Rodrigues

Muito antes do horário marcado para o início da celebração, o aniversariante do dia já estava sorridente sentado na sacristia à espera de se encaminhar para a procissão de entrada. Ladeado por Dom Angelo Pignoli, seu irmão caçula, Dom Emílio Pignoli recebeu cada uma das pessoas que chegavam para a missa em ação de graças pelos seus 90 anos com muito entusiasmo.

Nascido no dia de São João da Cruz, 14 de dezembro, Dom Emílio Pignoli, celebrou os 90 anos de vida com missa na Catedral Sagrada Família, Igreja-Mãe da Diocese, construída nos primeiros anos em que foi o bispo diocesano de Campo Limpo.

Ladeado por bispos, padres diocesanos e diáconos – muitos deles ordenados por ele –, juntamente com pessoas provenientes de várias paróquias, Dom Emílio iniciou a missa pontualmente às 20 horas. Além de Dom Angelo Pignoli, bispo emérito de Quixadá, outros parentes vieram de longe prestigiar o aniversariante: sobrinhos, cunhada, primos e sua irmã Franca Pignoli Benzi se deslocaram de Brodowski, Franca e Cravinhos, para comemorar o aniversário do parente mais idoso da família Pignoli.

No início da celebração Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano de Campo Limpo, saudou todos os presentes e os bispos concelebrantes Dom Luiz Antônio Guedes, a quem sucedeu recentemente no governo da Diocese, e Dom Angelo Pignoli. Dirigindo-se a Dom Emílio, recordou que o lema do seu episcopado, “Consolidai vossa vocação”, é um grande estímulo vocacional a todos, além de reconhecer seu generoso trabalho: “Queremos agradecer a Deus pela vida de Dom Emílio e agradecer também, nesta celebração, todo o trabalho que ele realizou nesta Diocese. Toda a generosidade...sabemos que não foi fácil colocar os fundamentos de uma Diocese, construir relações, por isso devemos reconhecer a generosidade e, sobretudo, o testemunho de fé que o senhor deu no passado e continua dando a nós hoje presente na Diocese e caminhando conosco. Rezamos pela sua saúde e para que o Senhor continue a iluminar os seus caminhos”.

Com as dificuldades motoras pertinentes à sua idade, Dom Emílio, auxiliado pelo cerimoniário, padre Sandro Ely de Oliveira, presidiu a Santa Missa. A homilia ficou a cargo de Dom Angelo, que visivelmente emocionado recordou a infância dos dois e expressou a sua gratidão ao irmão mais velho. Recordou ainda que mesmo distante fisicamente, após sua chegada no Brasil ainda com 19 anos, Dom Emílio foi refúgio e amparo para o irmão em diversos momentos.

Saudando indistintamente os presentes, Dom Ângelo, logo no início de sua fala, recordou a proximidade do Natal e das alegrias deste tempo: “Já estamos bem próximos do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo e sobretudo a partir do terceiro domingo do advento somos convidados a uma alegria mais intensa. E uma esperança que, alicerçada na fé, também nos garante que o Senhor Jesus veio, virá e está sempre próximo de nós, sobretudo quando sentimos necessidade do seu amor”.

Comparou ainda seu irmão a São João da Cruz: “Todos os anos quando me lembro do aniversário de Dom Emílio, e neste dia a liturgia da Igreja nos trás a figura do grande Santo de Ávila, São João da Cruz, os comparo, na exaltação do amor extraordinário por Cristo e total desapego de si mesmo”.

E continuou: “Seus 90 anos de vida, meu irmão de sangue e no sacerdócio, são vividos na total entrega de amor a Deus e à Igreja em benefício de todas as pessoas que Deus lhe concedeu marcar e ajudar com sua presença, palavra e testemunho. Eu era muito pequeno, mas me lembro da sua despedida de nossa cidade natal para ser missionário no Brasil. Não voltou a ver nossa mãe, mas virou orgulho da vila onde nossa família pobre, mas lutadora viveu”.

Dom Ângelo lembrou ainda o incentivo que teve do irmão já bispo, quando foi chamado pela nunciatura ao episcopado: “Quando o senhor núncio apostólico me chamou para dizer que o Santo Padre havia me nomeado bispo de Quixadá, no Ceará, mesmo sendo segredo pontifício, solicitei ao núncio consultar meu irmão. O meu susto foi grande, eu estava apavorado, ao consultá-lo apenas me disse: “Deus nos chamou a servir a Igreja onde for necessário”, por isso do apavoramento, pude dizer o meu sim, aqui se percebe muito o espírito do Emilio missionário e disposto a qualquer coisa por causa do Reino de Deus”.

E finalizando a homilia, dirigiu-se ao irmão que da cátedra prestava atenção emocionado: “Se eu, como irmão caçula, puder agora aconselhá-lo em alguma coisa, quero pedir-lhe que procure aceitar com paciência os limites e sequelas da longa idade”.

Dom Angelo foi aplaudido por todos os presentes, muitos na assembleia e em meio ao clero, não contiveram as lágrimas.

Consolidai vossa vocação

Neste mesmo dia, 13 padres celebraram 15 anos de ordenação presbiteral. Juntamente com outros nove padres que no mês de junho também completaram 15 anos de ordenação foram também homenageados. Quase todos os debutantes foram ordenados pela imposição das mãos de Dom Emílio.

Desde que chegou à Diocese, em 1989, e já tenho sido bispo em Mogi das Cruzes, dom Emílio deixou claro sua predileção pela família, pela juventude e pelas vocações e em todo seu ministério ele realizou mais de 130 ordenações. O seu lema episcopal foi entoado em uníssono pelos presentes quando o padre Luciano Borges Basílio, no momento pós-comunhão, quis homenagear e agradecer a todos os presbíteros e em especial ao aniversariante.

Primeiro Bispo da Diocese

Dom Emílio Pignoli foi o primeiro bispo da Diocese de Campo Limpo, criada pela bula “Com o Beneplácito de Deus” do Papa João Paulo II em 15 de março de 1989.

Nascido em Cappella de Picenardi, na Itália, em 14 de dezembro de 1932, desde muito cedo o jovem Emílio manifestou o desejo de ser padre. Após ingressar no seminário em Cremona e desejoso de anunciar Jesus Cristo, tendo terminado a filosofia, se dispôs a vir ao Brasil para aqui consolidar sua vocação.

Aos 19 anos desembarca no Brasil e aos 24 anos foi ordenado padre na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo. Aos 44 anos, em 1976, foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI, assumindo a Diocese de Mogi das Cruzes.

Sua história com a Diocese de Campo Limpo tem início com o nascimento da própria Diocese, quando o Papa João Paulo II dá a ele o encargo de assumir a diocese recém-criada, tomando posse em 04 de junho de 1989.

Incansável, assumiu Campo Limpo com a importante tarefa de criar as primeiras estruturas da Diocese e animar a caminhada do Povo de Deus aqui presente. Sua vida é marcada pelo estímulo e animação das vocações: vocação à santidade, vocação familiar, vocação aos ministérios ordenados, enfim, vocação ao serviço. 


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