COMIPA: Sinal de conversão
No sábado, 03 de novembro, uma equipe do COMIDI de Campo Limpo assessorou o encontro de formação missionária para as paróquias da Diocese de Santos. O encontro foi organizado pelo próprio COMIDI local que também indicou como tema a implantação dos Conselhos Missionários Paroquiais (COMIPAs).
A partir desse tema, a proposta elaborada apresentou o COMIPA como uma estrutura de comunhão da paróquia voltada a suscitar e alimentar o espírito missionário em todos seus membros e em todas as pastorais.
Neste sentido, o COMIPA é chamado a ser na paróquia ‘sinal’ daquela ‘conversão pastoral’ que a Igreja reconhece necessária para se renovar interiormente em vista de recuperar sua autenticidade, tanto na vivência comunitária, quanto na atuação pastoral.
A primeira raiz da ‘conversão pastoral’ encontra-se no Concílio Vaticano II, cujo espírito ecoa em todos os documentos missionários sucessivos e no Magistério da Igreja Latino-americana. Em particular, os recentes Documentos nº 100 da CNBB Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia. A conversão pastoral da Paróquia e as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil assumem com insistência o apelo para concretizar este processo íntimo de renovação para uma ‘Igreja em saída’, capaz de responder aos grandes desafios da evangelização do mundo atual.
Participaram do encontro cerca de 100 agentes de pastoral ativamente empenhados a concretizar a implantação do COMIPA em suas próprias paróquias, seguindo as indicações do plano diocesano promovido pelo bispo diocesano de Santos, Dom Tarcísio Scaramussa.
A colaboração entre os COMIDI’s das duas dioceses busca aprofundar a fraternidade eclesial entre as dioceses do Sub-Regional SP2 às quais pertencem também em vista da promoção dos Projetos Missionários Amazônia e Pemba do Regional Sul 1, que necessitam de uma capilar divulgação entre as comunidades, possível só a partir da atuação dos COMIPA’s em cada diocese.

Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo
O Dízimo é um gesto de Amor, é expressão de fé e responsabilidade, e sobretudo agradecimento a Deus.
1ª caminhada de fé: 50 peregrinos participaram da peregrinação a pé ao Santuário Nacional
Um grupo de aproximadamente 50 pessoas partiu na manhã do dia 06 de outubro, para uma peregrinação até o Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Foi a 1ª Romaria Diocesana a pé que, quer a cada ano, reunir um número cada vez maior de participantes.
Padre Marcos Joaquim Patrício, Coordenador Diocesano de Pastoral e idealizador, partiu com o grupo. É a segunda vez que o padre percorre o trajeto de 200 quilômetros a pé. “O ano passado eu fiz esta experiência pela primeira vez, era um propósito pessoal. Este ano desejei que mais pessoas vivessem essa experiência e com a ajuda e participação de uma equipe organizadora conseguimos vivenciar momentos únicos e cheios de emoção”, ressaltou o padre.
Na véspera da saída, uma missa de envio na Capela da Catedral foi celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Luiz Antônio Guedes, que rogou a proteção e a benção de Deus para o grupo de peregrinos. A celebração contou também com a participação dos familiares, houve um café compartilhado para interação e partilha de experiências. Às seis da manhã do sábado (06/10) reunidos na escadaria da catedral e ao badalar dos sinos a peregrinação teve início.
Foram cinco dias de caminhada até chegarem ao Santuário Nacional. A primeira parada aconteceu na Paróquia Santo Antônio, Vila Augusta na diocese de Guarulhos, lá aconteceu um momento lindo de acolhida e celebração da Eucaristia onde foram enviados os romeiros daquela comunidade, que também fizeram a sua romaria a Casa da Mãe Aparecida saindo no dia 08 de outubro.
Todos os dias, antes do amanhecer, a Santa Missa fortaleceu os peregrinos diocesanos. Na partilha da palavra, Padre Marcos Patrício fez questão de lembrar aos participantes que a caminhada era um grande retiro espiritual e que cada pessoa era convidada a deixar quilometro a quilometro tudo àquilo que afasta de Deus.
Todo o dia foi possível sentir a harmonia e solidariedade em todas as muitas pessoas que ao longo do caminho, voluntariamente, ajudavam com água, fruta, massagem nos pés ou simplesmente palavras de ânimo.
A chegada ao Santuário aconteceu como o programado, um dia antes da festividade da padroeira do Brasil. Muito emocionados, embora fisicamente esgotados, muitos peregrinos, em seus diversos motivos, agradeceram a intercessão da Senhora Aparecida já desejosos de repetirem o trajeto no próximo ano com ainda mais pessoas.
Entre agradecimentos, pedidos e busca interior colocamos logo abaixo das fotos, o testemunho dos que vivenciaram esta caminhada de fé.

“Fui indagado porque fiz a caminhada, respondi: Foi um chamado da Mãe Aparecida para uma vivência de fé, solidariedade, amor e superação.” Douglas- Unidade Pastoral Horto do Ypê
“A caminhada primeiramente foi a realização de um sonho e logo em seguida se tornou sonho + fé, pois sem fé não se consegue fazer essa caminhada Mariana. Não foi fácil achei bem difícil, mas na certeza que Deus me sustentou e que Nossa Senhora me carregou no colo quando foi necessário.” Susana Galdino - Paróquia Santa Maria Goretti
“Sonhava caminhar até a casa da mãe Aparecida, para agradecer uma graça recebida: o sucesso de uma cirurgia oftalmológica de descolamento de retina, que me fez voltar a ENXERGAR! Porém ao caminhar passei a VER: o imenso amor que milhares de romeiros têm por Nossa Senhora, a enorme solidariedade de anônimos que nos ajudaram incansavelmente. Cheguei aos pés de Maria e agradeci, por enxergar sua imagem e por ver o quanto ama seus filhos!” Luiz Fernando Cauduro - Paróquia São Bento
“Para mim foi muito além de uma caminhada, foi uma grande manifestação de fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida, onde as vezes pensei: É pelo “sim” de Maria que hoje nós romeiros dizemos sim a Deus.” Paulo Faria - Unidade Pastoral Horto do Ypê
“Paulo Farias não conclui minha caminhada más até Guarulhos senti em paz!” Dona Sandra
“Um dos momentos mais sublimes foi quando pude carregar em meus braços a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a quem aprendi a venerar desde criança ensinada pelas minhas avós e nesse momento, a gratidão e a emoção transbordou pelos meus olhos, lembrei de tantas coisas, de tantos ensinamentos, de tantas pessoas e coloquei cada uma nos braços amorosos da minha e nossa mãe”. Andreia - São Camilo de Lélis - Santo André.
"É, saber que em dias chuvosos, quentes e mesmo nublado, Nossa Senhora da Conceição Aparecida me deu FORÇAS para vencer esta semana na minha vida.” Célia - Paróquia São João Evangelista
“No começo foi difícil, pensei que não iria conseguir, mais quando as dores vinham sentia ela me puxando pela mão e dizendo: - Coragem meu filho, você consegue! Minha motivação, agradecer, somente agradecer, por minha noiva e futura esposa e por conseguir pagar o casamento em meio a tantas dificuldades.” Filipe - Paróquia São Luiz Gonzaga - ZN Vila Sta. Maria
“Mesmo não conseguindo fazer todo o percurso a pé eu sentir ela me dando força para continuar lá, ajudando no apoio ouvindo histórias de vida me senti realizada” Luana - Paróquia Nossa Senhora Divina Pastora, Ourizona – PR.
“Foi minha segunda caminhada, mas foi somente nessa que realmente me encontrei com Nossa Senhora, senti que fui guiada por Ela, em nenhum momento pensei em desistir, mesmo com dores fortes, Ela me guiou... Obrigada Pe. Marcos por suas palavras, obrigada Sheyla por sua coragem...” Solange
“E difícil dizer em poucas palavras como foi estes sete dias, mas o que posso dizer é uma experiência tão grande e difícil explicar onde mistura fé, dor, emoção e a alegria da chegada” Carmen - São José Operário
“Minha experiência com a caminhada foi incrível, até um certo tempo estava distanciado da igreja por motivos particulares, e estava passando por um momento complicado em minha vida, então apareceu essa oportunidade incrível e resolvi acolher de coração aberto. Foi uma experiência maravilhosa vivida nesses 6 dias que estou levando para minha vida”. Ivan Nepomuceno, Paróquia Santa Suzana, Forania Morumbi
“A minha experiência começou no ano passado, quando recebi um e-mail falando de uma caminhada que seria de Mogi até a casa da MÃE, que por algum motivo que não me lembro, acabei não participando. Porém quando foi em julho surgiu como do nada em meus pensamentos para procurar esse e-mail que eu tinha deixado gravado e entrei em contato com a pessoa que tinha me enviado e me respondendo dizendo que não estava mais com o grupo de Mogi, mas que ele conhecia um pessoal da Diocese de Campo Limpo, que são seria e sem visar lucro com o projeto. Isso já dizia pra mim o chamado de Deus para estar com esse grupo e vivenciamos juntos todo ciclo da bíblia em 7 dias rumo a casa da MÃE. Fica a mensagem como lema em nossas vidas: VAAAMOOOS, TÁ CHEGANDO e o principal...NUNCA DESISTA ...DE DEUS, POIS ELE NUNCA DESISTE DE NÓS”. Wanderlei Cassiano Dias - Santuário São Judas Tadeu
“Minha Motivação: Quatro de Outubro de 2017 fiz uma cirurgia de coluna, colocando duas hastes e seis pinos; na encubação tive problema na traquéia, ficando três dias na UTI. Nestes dias via N. S. Aparecida, e seu manto era as asas que estava em mim fazendo com que eu movimentasse. Quando eu olhava pra Ela, era o meu rosto que eu via. Pensava, eu sou devota de N. S. da Conceição. Sai do hospital dia dose do dez! Cinco de abril 2018 outra cirurgia, prótese total do joelho direito. Em agosto, na Catedral C. Limpo ouvi o convite pra caminhada, imediatamente pensei darei a contribuição de ir como apoio. Se Deus e N. Senhora permiti irei novamente. Minha frase: Um grande presente que recebi...” Telma- voluntária.
“Eu me chamo Maria Alexandre, sou da Paróquia Santíssima Trindade; Depois de 2 anos amadurecendo um desejo de ir a pé para o Santuário de Aparecida, pude concluir este ciclo da minha vida, com uma experiência única: Gratidão, por minha Família que começou no dia "dela" conheci meu esposo 12 de outubro de 1982 e meu terceiro neto milagre de Nossa Mãe Nasceu neste dia Especial em 2015, rendo Louvores e Graças.” Maria Alexandra - Santíssima Trindade.
“Minha motivação agradecimento, aposentei no final do ano passado sendo que trabalhei 30 anos no serviço público, nos últimos 02 anos antes da minha aposentadoria tive muita dificuldade e rezei muito a nossa senhora pedindo auxilio e ela me deu coragem para prosseguir e consegui sobreviver” Marli - Paróquia São Joaquim, Cambuci.
“Tive uma experiência nada boa no ano passado, mas como amo Nossa Senhora, resolvi ir novamente, andei para agradecer as graças que meus amigos e parentes conseguiram e consegui levar duas romeiras novas, em 2019 vou levar mais Três, porque ver a cúpula do Santuário depois de tanto andar e indescritível.” Jurema - Basílica Santo Antônio do Embaré, Santos.
“Motivo da minha caminhada de fé foi à promessa que fiz a nossa Senhora, minha esposa ficou muito doente, não aguentava ver tanto sofrimento, foi ai que pedi a nossa senhora a cura para ela, eu iria a pé a Aparecida, após 15hrs de cirurgia, 20 dias internada dos quais 11 na UTI, ela volta pra casa. Eu procurava uma companhia para ir, não encontrava, mas sempre confiando Deus provê, Deus proverá,quando nosso padre trouxe o jornal da diocese e eu li sobre a caminhada, pensei olha o convite de Deus, fiquei tão feliz por poder cumprir minha promessa, me senti numa família com todos que caminharam juntos. E graças a Deus e a intercessão de nossa senhora minha esposa está muito bem,cada vez que vai as consultas seus médicos se surpreendem e dizem quem te viu quem te vê, só agora contei a ela que era promessa a minha caminhada de fé, ela chorou de alegria”. Geraldo - Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e Divina Misericórdia- Itapecerica da Serra.
“Fui Agradecer pelas muitas graças que recebi na minha vida e dos meus familiares pelos opera do tendão do joelho de minha filha que ocorreu tudo bem e pelo meu filho mais novo pelo pulmão dele, que graças a Deus não precisou ser operado, pelo emprego deles que estão todos trabalhando, pelo meu neto que esta vindo ai, para libertação dos vícios deles como também agradecer pela libertação dos meus vícios.” João Martins
Foram seis dias de muita aprendizagem, superação, testemunha de determinação e solidariedade. Conheci pessoas e suas histórias; procurei ser útil a quem precisava mesmo que fosse só com uma palavra de incentivo, passei por muita dificuldades no meu pé por questão da contusão sofrida em julho de 2018, às vezes nossas forças falham e pensamos que não vamos conseguir continuar a missão RUMO A CASA DA MÃE. Me sinto muito feliz e lisonjeada de ter participado como APOIO junto ao Grupo de Equipe da Diocese de Campo Limpo. O objetivo foi alcançado de chegar até o SANTUARIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA renovando a força e a Fé que a muito tempo não sentia,agradeço a Deus por viver mais uma experiência de caminhada , meu muito Obrigado cada Romeiro, volto para o Paraná com o coração realizado. Rayssa Martelosso / Ourizona - PR
O Padre e os Partidos Políticos
Para nós católicos, o pecado da omissão sempre foi posto ao lado dos outros pecados graves, digno de ser confessado e reparado, na medida do possível.
Em relação a preferências políticas ou mesmo pelo fato de sermos premidos por injustiças sociais, nos sentimos responsáveis pelo destino da nação, assumindo posições e aderindo a ideologias partidárias, a fim de não pecarmos por omissão. Esse comportamento, no entanto, embora compreensível sob o ponto de vista social, não se sustenta e chega até a ser inaceitável para pessoas que se supõe pastores de um rebanho democraticamente diverso em seus posicionamentos políticos e não menos digno de atenção e sobretudo respeito por parte de seus pastores.
O que nos proíbe de tomar partido, em última análise, é a nossa própria origem. O Cristianismo, desde cedo, se caracteriza pelo amor universal, universalidade essa baseada no fato de que, filhos de um mesmo pai, somos todos irmãos.
Atitudes políticas unilaterais, sejam elas de direita ou de esquerda podem conduzir a experiências desastrosas. Quando se faz uma opção por um lado, a tendência é rechaçar o contrário, e isso faz com que, naturalmente, as ideias acabem sendo impostas, de maneira violenta ou até mesmo sutil, e ambas as formas produzem sempre efeitos negativos na trama dos laços sociais. Nesse sentido, toda forma de apologética, seja ela religiosa ou política, é perigosa, pois cria ressentimentos e separações. Adorno e Horkheimer, em “Dialética do Esclarecimento” dizem que “quando a linguagem se torna apologética, ela já está corrompida”. Nesse mesmo texto, que parece tirado do evangelho, afirmam: “Será que você não pode mostrar o lado bom e proclamar como princípio o amor, ao invés da amargura infinita?”.
A palavra que falamos sempre pode intrigar, propalar, sugerir, segundo os dois pensadores, mas mesmo envolvidas na ação da realidade, também podem ser dirigidas no sentido da mentira e ao serviço da violência e do despotismo. O problema ainda, quando tomamos uma posição político-partidária é que a linguagem utilizada para isso só enxerga o que quer, e faz tudo para que as coisas pertençam ao seu meio. Nesse sentido, a linguagem usada como instrumento para este ou aquele lado, se identifica com a mentira. Adorno chega a dizer que esse tipo de linguagem se identifica mesmo com as trevas!
Nosso maior trunfo, como sacerdotes, é a palavra e, portanto, dela se deve cuidar para que não traga confusão e divisão. Sigmund Freud, em seu livro “A Psicologia das Massas e a Análise do Eu”, de 1921, afirmava que “A multidão se mostra muito acessível ao poder verdadeiramente mágico das palavras, as quais são suscetíveis tanto de provocar na alma coletiva as mais violentas tempestades como de apaziguá-las e fazê-las voltar à calma”.
Precisamos, sim, denunciar as injustiças, marca insofismável da sociedade brasileira, mas, para isso, temos que contar com o evangelho de Cristo, que nunca se equivoca e nem decepciona, como os partidos políticos
Pe. Alfredo C. Veiga,
Assessor da Pastoral Fé e Política Diocesana.
Graduado em filosofia, teologia e história, mestre em estética e história da arte pela USP, psicólogo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor em história social pela FFLCH-USP e doutorando em psicologia pela PUC.
Nota de esclarecimento a respeito de atuações políticas
Nota de esclarecimento
a respeito de atuações políticas dentro
da Santa Missa no dia de Nossa Senhora Aparecida
Diante das repercussões da visita do candidato à presidência da República, Sr. Fernando Haddad, à Paróquia Santos Mártires, da Forania M’Boi Mirim, na celebração da Santa Missa do último dia 12 de outubro de 2018, esclarecemos que a orientação de nosso Bispo Diocesano, D. Luiz Antônio Guedes, é que nenhum clérigo (padre ou diácono) que exerce seu ofício nesta Diocese deve se utilizar da celebração litúrgica, ou de qualquer ato de culto, com finalidades político-partidárias.
O sacerdote responsável pelo evento em tela, Pe. Jaime Crowe, praticou esse ato sem prévia comunicação e à revelia do Sr. Bispo de Campo Limpo, e foi devidamente advertido segundo as normas do Direito Canônico.
Aproveitamos a oportunidade para reafirmarmos a orientação de que, para aproximar-se da Eucaristia e comungar, todo fiel católico deve consultar sua própria consciência e verificar se está em comunhão com os ensinamentos de Cristo, e se está espiritualmente preparado e em estado de graça, para que, assim, receba a Sagrada Eucaristia de forma ativa, consciente e frutuosa.
Reafirmamos ainda o nosso compromisso em defesa da vida e a orientação de que cada cidadão vote com liberdade e de modo consciente no segundo turno das eleições. A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos.
No mais, desejamos que os candidatos a cargos eletivos conduzam suas campanhas dentro dos princípios democráticos e éticos, visando a unidade do povo e o bem maior da nação brasileira, à luz do Santo Evangelho e do Bem Comum.
São Paulo, 13 de Outubro de 2018
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Assessora de Imprensa Andrea Rodrigues | Assessor Diocesano de Comunicação Pe. Rodrigo Antonio da Silva |
O amor ensina música: 19 anos doando conhecimento!
Quarta, sexta e sábado tem aula de música no Centro Pastoral. José Roberto de 78 anos e profundo conhecedor se dedica a ensinar gratuitamente música há 19 anos.
Dom Luiz: Ser Igreja Missionária
Este mês das Missões que estamos vivendo interpela a consciência de nossa Igreja Particular. A Igreja não existe para si mesma. Existe para a humanidade. A razão de ser da Igreja, a finalidade para a qual ela foi instituída por Jesus é a evangelização: “Eu escolhi vocês e os destinei a ir e dar fruto, um fruto que permaneça” (João 15, 16).
A vitalidade da comunidade eclesial está na sua fidelidade em viver o envio recebido de Jesus. Durante muito tempo nós nos acostumamos a organizar bem a vida interna de nossas comunidades, a esperar que as pessoas nos viessem procurar e até nos esquecemos de esmerar no acolhimento aos que nos procuravam. Há cristãos e há presbíteros que se contentam em zelar por aquilo que ocorre dentro dos limites de suas paróquias. Esquecem que são co-responsáveis pela missão de toda a Igreja. Ainda há quem pense que missão é responsabilidade apenas das congregações missionárias ou de alguns grupos especializados.
É necessário redescobrir que a Igreja Particular, isto é, a Igreja Diocesana é sujeito da missão. Nos primórdios do cristianismo contemplamos as Igrejas locais profundamente empenhadas na evangelização. Vemos, por exemplo, como Paulo e Barnabé são escolhidos e enviados pelo Espírito Santo a partir da Igreja de Antioquia (Atos 13, 1-5) e a ela voltam para relatar tudo o que o Senhor havia feito através deles (Atos 14, 21b-28).
A vitalidade da Igreja depende de não guardar para si aquilo que recebeu do Senhor e de comunicar a toda a humanidade, a partir do lugar onde está, o que o Senhor quer fazer chegar a todos: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em plenitude” (João 10,10).
O apelo é assumir a missão a partir do lugar onde estamos e ampliar sempre mais os horizontes de nosso zelo. Evangelizar os batizados. Procurar os afastados. Ser solidário com os que sofrem. Acolher bem quem chega a nossas comunidades. Percorrer juntos o caminho do seguimento do Senhor. Há gente em situações de risco: desempregados, migrantes, menores de rua, crianças abandonadas. Quem será boa nova para todos eles? É preciso alargar o olhar, viver um amor que abranja o mundo e a humanidade. Já o Papa Paulo VI falava que não se deve esperar que a Igreja esteja pronta para partir em missão e desafiava as Igrejas em formação a dar da sua própria pobreza. Com certeza, quanto mais missionária a Igreja, mais dinâmica e cheia de vida ela será.
Que o Senhor conceda a todos a graça de termos um espírito verdadeiramente cristão-missionário decidido com a causa da evangelização.
Voluntários recolhem lixo e ‘gritam’ por socorro dos córregos de Campo Limpo
Pensando em controlar os fatores ambientais que podem influenciar negativamente a saúde das pessoas, o Fórum das Pastorais Sociais - Região episcopal 1, a Pastoral da Ecologia e a Conselho Nacional do Laicato - da Diocese de Campo Limpo, organizaram a 1ª Caminhada pela Saúde Ambiental de Campo Limpo.
Com o apoio do Padre Reinaldo Sussumo Akagui, da paróquia Santo Antônio, forania Capão Redondo, de onde saiu à caminhada, um grupo de pessoas andou por cerca de dois quilômetros e meio as margens do Córrego das Moendas até o Parque Santos Dias, na Cohab Adventista, fazendo paradas estratégicas para conscientização da população sobre o descarte de lixo e como forma de reivindicação para que este córrego, que corta boa parte dos bairros desta forania, seja incluído no Programa Córrego Limpo, da prefeitura de São Paulo.
A saúde ambiental está baseada a partir da perspectiva da saúde, ou seja, aos temas relacionados ao abastecimento de água, ao esgoto sanitário, a imunização infantil, poluição ambiental e medidas de higiene em uma comunidade. Panfletos com alertas e prevenção de doenças foram distribuídos e durante todo o trajeto, os lixos encontrados a margem do córrego foram sendo recolhidos pelos voluntários, que gritaram frases de efeitos sobre preservação e cuidado com a natureza.
No parque, crianças, jovens e adultos, em um grande círculo, aproveitaram a sombra das árvores para conversar a respeito das caminhadas futuras e elegeram, em comum acordo, o Córrego das Moendas, dentre os mais dezoito existentes nesta parte da cidade, como prioridade no pedido junto à prefeitura para a inclusão no plano de despoluição.
"A mensagem que a gente leva a todos é a preservação. A gente está tentando mostrar que esta ação é um sinal de vida. Estamos plantando a nossa semente. Cabe a cada um aprender e acolher que a natureza é importante, é a nossa vida. Se não mostrar para as nossas crianças uma educação ambiental, nós não temos futuro", ressaltou Manoel Humberto, do Fórum das Pastorais Sociais.











