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Lava-pés

Celebração do Lava-pés em Paraisópolis: “Serviço, amor e Eucaristia”

Na celebração que abriu o tríduo pascal 2023, dom Valdir destacou o gesto de Jesus de lavar os pés como exemplo de serviço, amor e presença de Deus entre nós.
 |  Andrea Rodrigues  |  Paróquias

Na quinta-feira, 06, Dom Valdir José de Castro, SSP, presidiu a Missa da Instituição da Eucaristia, quando se recorda a última ceia do Senhor, na comunidade Paraisópolis, na Paróquia São José, que atende a população carente da segunda maior comunidade de São Paulo e que está territorialmente, na Diocese de Campo Limpo, na forania Morumbi.

A comunidade participou em grande número da abertura do tríduo pascal e entre lágrimas e sorrisos, todos incentivados pelo pároco, acolheram o bispo diocesano com aplausos e demonstrações diversas de afeto. Dom Valdir já havia estado na paróquia em fevereiro deste ano, quando por iniciativa própria pediu para celebrar o lava-pés na comunidade de Paraisópolis.

Durante a homilia, dom Valdir, falou sobre três aspectos importantes no gesto de Jesus de lavar os pés: “No gesto de lavar os pés Ele diz para os apóstolos e para nós hoje: “Dei-vos os exemplo para que façais o mesmo que Eu fiz”. Temos de fato lavado os ‘pés’ uns dos outros? No lava-pés Jesus nos convida ao serviço, esse é o primeiro aspecto. Temos sidos intensos no servir? Ao próximo, ao necessitado, aos que sofrem, aos que são vítimas de toda violência, ao doente?”, questionou o bispo.

E continuou: “Todo o gesto de serviço para o bem do outro, do próximo, esta ligado ao lava-pés, é preciso que tenhamos gestos concretos de serviço. O segundo aspecto que eu destaco é o amor, um amor que leva a servir. Jesus nos deixou o mandamento do amor: “Amem-se uns aos outros. Se tiveres amor uns para com os outros todos reconheceram que são meus discípulos”. Precisamos ser reconhecidos como discípulos e discípulas pelo amor. O amor que quer bem, o amor que perdoa, o amor que se doa. O amor é o serviço para fazer bem, uns aos outros”, revelou.

E falando sobre o terceiro e último aspecto ensinou que é preciso estar na presença do Senhor: “O terceiro aspecto é a Eucaristia que além de ser um gesto de amor que leva ao serviço é também e acima de tudo, presença de Jesus entre nós e que nos ensina o amor que necessitamos para compartilhar com os irmãos. É a eucaristia que cria entre nós comunhão, unidade. Na eucaristia, alimento que nos dá força para caminhar e coragem para enfrentar as dificuldades”.

Entre os representantes dos discípulos, que são escolhidos para terem seus pés lavados após a homilia, 12 moradores da comunidade, entre eles, mães que perderam seus filhos de foram trágica ou violenta.

Logo a pós a homilia todos os representantes escolhidos, visivelmente emocionados, viveram a oportunidade física da demonstração do amor e da solidariedade que Jesus ensinou, o gesto de lavar os pés, “que não é um folclore” como pontuou o bispo diocesano, lembrou a comunidade que somos todos iguais perante Deus.

No final de celebração, houve a trasladação do Santíssimo Sacramento para a Capela de reposição que foi preparada para o momento de Vigília e Adoração, no salão paroquial. Dom Valdir participou da primeira hora da vigília em oração com a comunidade.  

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Dom Valdir participa de momento de Vigília e Adoração com a comunidade. — Imagem: Marcus Simi.

Paraisópolis

Estima-se que mais de 100 mil pessoas vivam na comunidade do Paraisópolis. Segundo dados estimados para 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 19.262 domicílios, é o quarto maior aglomerado subnormal do País. Na comunidade existem duas paróquias, a Nossa Senhora do Paraíso, criada em 1992 e São José, que tem data de criação em 2007.

Os primeiros barracos surgiram na década de 70, fruto de uma ocupação de famílias nordestinas que vinham à capital, muitas delas para trabalhar em construção civil. De lá para cá, escolas, unidades básicas de saúde, lojas e agências bancárias fazem parte da vida do bairro que hoje, oferta mais de 1500 empregos formais.


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