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Basílica de São Pedro reabre, mas número de fiéis ainda é exíguo

O templo mais representativo da Igreja Católica reabre com reduzido afluxo. Normas de distanciamento e higiene são aplicadas.

Gaudium Press | Terça, 19 Maio 2020 12:03
Basílica de São Pedro reabre, mas número de fiéis ainda é exíguo

As missas retornaram na Itália após 69 dias de rígida quarentena. A rigidez, porém, permanece quanto ao protocolo para entrada nos recintos religiosos. Sem máscara de proteção, por exemplo, é proibido entrar na Basílica de São Pedro. De resto, distanciamento entre os fiéis, higienização das mãos, etc.

Ontem, após celebração de Francisco junto à tumba de João Paulo II, apenas 200 fiéis entraram na Basílica Vaticana durante o dia e hoje parece não ter mudado muito. É um número ínfimo se consideramos que ela recebe cerca de 11 milhões de visitantes ao ano. Uma boa dose dessa redução ocorre pela ainda vigente restrição de voos aéreos internacionais.

Enquanto na Itália se obriga aos sacerdotes usar luvas para distribuição da Comunhão, em São Pedro somente alguns padres seguem o protocolo assinado entre a Conferência Episcopal Italiana e o Governo da Itália. De fato, tal protocolo não é válido para o Vaticano.

Além disso, marcas sobre o chão foram inseridas para garantir as distâncias e nos confessionários foram aplicadas folhas de pvc (plexiglass) para isolar o confessor do penitente. Alguns reclamam, porém, que é necessário falar a um volume de voz excessivo para a ser escutado.

O acesso às criptas e à Cúpula ainda permanecem fechados; enquanto o Museu do Tesouro já reabriu, com preço de entrada a 5 euros (31 reais aproximadamente).  O acesso só concedido após passa pelo termoscanner para medir a temperatura. Estima-se que, com a pandemia, a renda do Vaticano sofrerá uma redução entre 25 e 45% de entradas. Até agora nenhuma medida foi anunciada publicamente para conter o déficit.

Como se percebe, o clima na Praça de São Pedro ainda não é de reabertura e de grande movimentação, como visto no passado. Ainda não se sabe, porém, como será o “novo normal” de frequência de fiéis e turistas, ao menos para este ano.