Padre Paulo Visintainer defende em Roma tese de doutorado em História da Igreja

O padre diocesano recebeu por sua defesa de tese de doutorado em História da Igreja a distinção Summa cum laude

Redação | Sábado, 05 Outubro 2019 19:06
Padre Paulo Visintainer defende em Roma tese de doutorado em História da Igreja Arquivo pessoal

O padre Paulo José Ferreira Visintainer, do clero da diocese de Campo Limpo, obteve em Roma, no dia 30 de maio, o título de Doutor em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana ao defender a tese com o título: “A solicitude pastoral de Pio XI pelo Brasil: da visita apostólica às dioceses à reorganização dos seminários (1922-1939).

A banca examinadora foi composta pelo professores padre Marek Inglot, sj, decano da Faculdade de História e Bens Culturais da Igreja, pelo padre Nuno da Silva Gonçalves, sj, reitor da Gregoriana e orientador da tese, e por dom Carlos Alberto de Pinho Moreira de Azevedo, do Pontifício Conselho para a Cultura. Após um longo período de estudos e preparação, o sacerdote submeteu à sabatina seu trabalho de 420 páginas durante 30 minutos, respondendo por mais de uma hora aos questionamentos e observações feitos pela atenta banca examinadora.

Considerado um excelente trabalho, alcançou nota final 9,7, e recebeu a honrosa distinção Summa cum laude, que representa a máxima qualificação possível em uma titulação universitária no nível do doutorado.Padre Paulo concorre ainda ao prêmio Belarmino, concedido pela Gregoriana para a melhor tese de doutorado do ano. O resultado será conhecido depois da festa da Páscoa de 2020. 

Já Mestre em História de Igreja, ele escolheu o tema por, na época, ter sido aberto pela primeira vez para consultas dos historiadores os documentos inéditos do pontificado de Pio XI conservados no Arquivo Secreto Vaticano. “Ele foi um papa muito importante para a história da Igreja pelo fato do seu pontificado ter sidoem um período de grandes dificuldades políticas e sociais (anos 1920-1930) no mundo inteiro: o fascismo, o surgimento do nazismo, as revoluções no México e na Espanha. No Brasil, o fim da primeira República, a Revolução de 1930 e o período Getúlio Vargas. Ao mesmo tempo, em âmbito eclesial, Pio XI ordenou uma visita apostólica às dioceses e prelazias do Brasil, para conhecer como a Igreja do Brasil tinha se desenvolvido desde o início da República, em 1889”, explica o padre.

Para levar a bom termo seu doutorado, padre Paulo passou três anos consultando os documentos históricos no Arquivo Secreto Vaticano (reservado a pesquisadores e estudantes do doutorado) e em outros arquivos da Santa Sé. O novo doutor oferece à nossa diocese e à Igreja um relevante estudo sobre o período em que a Igreja no Brasil adquiriu liberdade de ação para se reorganizar segundo as orientações de Roma, livre das amarras do Padroado-Regalismo Imperial.

Padre Paulo Visintainer já está colocando em prática seu doutorado ensinando História da Igreja para os alunos do Seminário Maria MaterEcclesiae, em Itapecerica da Serra: “Será muito importante para acabar com as falsos conceitos e mitos que execram tudo o que a Igreja fez de bom pela civilização ocidental”, comenta.

Atualmente padre Paulo atua como vigário na paróquia Santo Antônio, Forania São José – Capão Redondo.

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